Pr. Plínio Sousa.
Reitor do Instituto Reformado Santo Evangelho (IRSE).
BACHARELADO EM TEOLOGIA (BET)
Modalidade:
Online.
Duração:
4 anos.
Segue algumas informações importantes:
Amplo material didático disponível em PDF.
Alunos do BET terão acesso a duas aulas semanais da Escola das Vias (participação obrigatória).
Opção de migração para a Escola das Vias (opcional).
O valor do investimento é de apenas R$ 94,50 por mês.
A taxa de matrícula é no valor de R$ 100,00.
A efetivação da matrícula, dar–se–á mediante a confirmação do pagamento.
Aplicação dos Princípios do Exercício e da Vida Intelectual nos Programas do IRSE
O Exercício Intelectual pode ser definido como o ato da potência intelectiva enquanto dirigida a fins particulares, técnicos ou contingentes, sem implicar, de modo necessário, a conformação total da existência segundo uma ordem superior. Em outras palavras, trata-se de operação deliberada do entendimento — ler, discernir, argumentar, resolver, compor, disputar, examinar autores e doutrinas — que, embora excelente em sua própria ordem, não comporta, por si mesma, a exigência de reger a totalidade da vida humana; isto é, não forma integralmente o homem, mas o informa acerca da verdade; não busca reformar a mente, mas antes estabelecer aquilo que constitui o raciocínio alheio. “Assim como o exercício meramente corporal robustece o organismo, sem constituir, enquanto tal, a plenitude da vida corpórea, do mesmo modo o exercício da mente pode ser praticado de forma episódica, ordenado a um fim imediato e, ulteriormente, abandonado”. Tal disposição revela certa imprudência, pois assim como o corpo exige cuidado contínuo, também o intelecto, por sua própria natureza, requer cultivo permanente. Com efeito, a inteligência humana não foi instituída para operar apenas sob necessidade circunstancial, mas para exercer–se continuamente em ordenação a Deus e ao próximo, conforme o mandamento expresso em Lucas 10:27.
É neste domínio que se situam o Bacharelado em Teologia (BET) e o Mestrado em Teologia (MET). Neles, a potência intelectiva é aplicada de modo rigoroso, metódico e sistemático ao conhecimento das realidades divinas, segundo a revelação consignada nas Sagradas Escrituras. Trata–se, portanto, de labor eminentemente dogmático e científico, mediante o qual o discente é conduzido ao domínio seguro das doutrinas, à intelecção do escopo da fé cristã e à assimilação ordenada das disciplinas fundamentais — tais como os Prolegômenos, a Teologia Sistemática, a Dogmática, a Teologia Bíblica, a História da Igreja, a Tradição Reformada e o estudo das línguas originais. Ao longo desse itinerário, o intelecto é exercitado mediante operações próprias: — análise, distinção, argumentação e síntese. Dessas operações resulta um conhecimento verdadeiro, objetivo e estruturado da fé e da moral. Todavia, enquanto exercício, tal atividade permanece no âmbito da potência cognoscitiva: — pode ser iniciada, intensificada ou interrompida conforme a determinação dos fins particulares, sem que daí decorra, de modo necessário, a transformação integral da vida.
Diversamente, a Vida Intelectual designa a existência humana enquanto formalmente ordenada pela verdade e pela caridade, de tal sorte que o intelecto não é apenas instrumento operativo, mas princípio constitutivo da própria vida moral. Aqui, a inteligência participa do fim último do homem — amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, conforme Mateus 22:37 – 39 — e, por conseguinte, informa as escolhas, regula os afetos, dispõe as relações e orienta toda a economia da vida. A vida intelectual possui, assim, caráter habitual e contínuo, de natureza consagrada, com ordenação escatológica — conformar o homem, segundo sua razão e fé, pela graça, à imagem de Cristo, Sabedoria subsistente. Portanto, todo exercício do intelecto, quando inserido nesta ordem superior, subordina–se à caridade e ao fim último para o qual o homem foi criado e redimido.
Nesta perspectiva se insere a Escola das Vias (EDV). Seu propósito não consiste na mera transmissão de conteúdos, na informação à razão, mas na formação integral do homem enquanto sujeito racional ordenado a Deus, isto é, na reforma da razão. Não se trata apenas de exercitar a inteligência, mas de dispor o intelecto segundo sua devida forma, integrando–o à totalidade da existência. Ensina–se, assim, não somente o conteúdo da verdade, mas o modo reto de apreendê–la, mediante disciplina da razão, cultivo do juízo e exercício do discernimento. Sua estrutura apoia–se na Tradição da Educação Clássica, na Filosofia e nas Artes Liberais, ordenando progressivamente as potências da alma até seu ápice natural e sobrenatural: — a Teologia Sagrada. Tal formação não se limita a um período determinado, mas se estabelece como hábito permanente, acompanhando o homem ao longo de toda a sua peregrinação terrena; inicia–se por uma ordenação ao longo de um período de oito anos e, posteriormente, se estende por toda a vida de um consagrado, livre de todo diletantismo intelectual.
Para a compreensão plena dessa ordenação, cumpre definir a Teologia sob três aspectos principais. Primeiramente, enquanto doutrina de viver para Deus segundo as Escrituras. Ela se fundamenta na Palavra divina, denominada “palavras da vida eterna” (João 6:68) e também “palavras desta vida” (Atos 5:20), indicando sua extensão tanto à eternidade quanto à existência presente. Seu fim é conduzir o homem a considerar–se “vivo para Deus” (Romanos 6:11). Em segundo lugar, a Teologia pode ser denominada “Lei divina da vida”, não em oposição ao conhecimento ou à sabedoria, mas para indicar sua procedência exclusiva da revelação divina. Com efeito, “de Sião sairá a Lei” (Isaías 51:4), e o Evangelho não procede de homem algum, mas da revelação de Jesus Cristo (Gálatas 1:11, 12). Em terceiro lugar, a Teologia constitui o modo mais elevado da vida humana, porquanto ordena o homem a viver unicamente para Deus e para o próximo, aproximando–o do Deus vivificante de modo mais excelente do que qualquer outro saber.
Dessa forma, estabelece–se uma relação de subordinação e distinção entre exercício e vida. “Na vida intelectual há sempre exercício intelectual, pois o intelecto permanece em ato enquanto o homem vive. Todavia, no exercício intelectual não se segue necessariamente a vida intelectual, visto que aquele pode cessar com a consecução de um fim particular”. A vida, por sua natureza, exige continuidade até o termo da existência; o exercício admite interrupção. Assim, aquele que vive intelectualmente persevera no uso ordenado da razão, ao passo que aquele que apenas a exercita pode abandoná–la sem prejuízo imediato de seus fins particulares.
Tal distinção preserva dois princípios. Primeiramente, o rigor do conhecimento: — “a retidão do juízo intelectual não exige, enquanto tal, perfeição moral daquele que o exerce”. Em segundo lugar, a vocação do intelecto redimido: — “a razão humana, tendo sido alcançada pela graça, não pode subsistir em estado de indiferença”. Aquele que foi redimido não dispõe de sua inteligência como de um instrumento autônomo, mas a reconhece como consagrada a Deus. Toda verdade é de Deus, por Deus e para Deus (Colossenses 1:16, 17); por conseguinte, o uso da razão se realiza sob esta ordenação, não como exercício independente, mas como participação na Sabedoria divina.
Assim sendo, torna–se patente a distinção e a complementaridade entre os programas do IRSE. O BET e o MET aperfeiçoam o intelecto enquanto potência cognoscitiva, conduzindo–o à exatidão e profundidade no conhecimento da verdade revelada. A Escola das Vias, por sua vez, forma o homem enquanto sujeito que vive intelectualmente diante de Deus, integrando todo saber ao fim último da existência. Cada instância possui função própria e necessária, mas todas convergem para um mesmo termo: — que o homem conheça a verdade, a ame e a viva integralmente, para a glória de Deus e edificação do próximo.
A Teologia não tem como fim último formar um homem apenas conhecedor, mas um homem acabado e santo — inteiramente conformado à bendita imagem da Pessoa de Jesus Cristo — Pr. Plínio Sousa.
A ORDEM DAS DISCIPLINAS — TEOLOGIA
I – Dos Fundamentos da Teologia
II – Da Teologia do Antigo Testamento
[3] – Pentateuco – 80 horas/aula.
[4] – Livros Históricos – 80 horas/aula.
[5] – Livros Poéticos – 80 horas/aula.
[6] – Profetas Maiores – 80 horas/aula.
[7] – Profetas Menores – 80 horas/aula.
III – Da Teologia do Novo Testamento
[8] – Evangelhos – 80 horas/aula.
[9] – Atos dos Apóstolos – 80 horas/aula.
[10] – Epístolas Paulinas – 80 horas/aula.
[11] – Epístolas Gerais – 80 horas/aula.
[12] – Apocalipse – 80 horas/aula.
IV – Da Teologia Sistemática
[13] – Doutrina de Deus (Teontologia) – 80 horas/aula.
[14] – Doutrina de Cristo (Cristologia) – 80 horas/aula.
[15] – Doutrina do Espírito Santo (Pneumatologia) – 80 horas/aula.
[16] – Doutrina do Ser Humano (Antropologia) – 60 horas/aula.
[17] – Doutrina do Pecado (Hamartiologia) – 80 horas/aula.
[18] – Doutrina da Salvação (Soteriologia) – 80 horas/aula.
[19] – Doutrina da Igreja (Eclesiologia) – 80 horas/aula.
[20] – Doutrina dos Anjos (Angelologia e Demonologia) – 80 horas/aula.
[21] – Doutrina das Últimas Coisas (Escatologia) – 80 horas/aula.
V – Do Ministério da Palavra, da Igreja e da Confessionalidade
[22] – Aconselhamento Bíblico (Poimênica I) – 60 horas/aula.
[23] – Teologia Pastoral (Poimênica II) – 80 horas/aula.
[24] – Exegese Bíblica – 80 horas/aula.
[25] – Hermenêutica Bíblica – 80 horas/aula.
[26] – Homilética – 80 horas/aula.
[27] – Padrões de Westminste – 80 horas/aula.
[28] – Credos e Confissões – 60 horas/aula.
[29] – Dogmática Reformada – 80 horas/aula.
[30] – Teologia do Culto – 60 horas/aula.
VI – Da História do Cristianismo e da Espiritualidade Reformada
[31] – Teologia de Missões – 80 horas/aula.
[32] – Geografia e Arqueologia Bíblica – 80 horas/aula.
[33] – História da Igreja I – 80 horas/aula.
[34] – História da Igreja II – 80 horas/aula.
[35] – Filosofia Cristã – 60 horas/aula.
[36] – Teologia dos Santos Fiéis – 60 horas/aula.
VII – Da Defesa da Fé
[37] – Religiões e Seitas – 80 horas/aula.
[38] – Apologética – 80 horas/aula.
VIII – Dos Fundamentos da Vida Moral e Intelectual
[39] – Ética Cristã – 80 horas/aula.
[40] – Educação Clássica – 60 horas/aula.
IX – Da Filologia
[41] – Português – 60 horas/aula.
[42] – Hebraico – 80 horas/aula.
[43] – Grego – 80 horas/aula.
X – Da Síntese Doutrinária
[44] – Teologia Sistemática I – 60 horas/aula.
[45] – Teologia Sistemática II – 60 horas/aula.
A ORDEM DOS EXERCÍCIOS FORMATIVOS — AS OBRAS INTELECTUAIS
Da Primeira Etapa — Exame Teórico
Esta fase avalia a relação teórica com os textos de autoridade. O processo divide–se em três momentos fundamentais: — [1] – Leitura ou Lição (Lectio): — O discente deve realizar uma exposição fiel e literal do texto estudado, demonstrando respeito aos termos e à lógica do autor. É um exercício de humildade intelectual: — “ouvir antes de falar”. [2] – Investigação ou Questão (Quaestio): — A partir da leitura, o discente deve formular questões reais e pertinentes, identificando tensões ou pontos que exigem maior profundidade. Aqui, demonstra–se que o conteúdo foi verdadeiramente “penetrado”. [3] – Disputa (Disputatio): — É o ápice da avaliação, onde o discente defende publicamente suas conclusões diante de uma banca. Exige–se caridade intelectual, buscando a verdade e não a vitória pessoal.
Da Segunda Etapa — Exame Prático
Nesta fase, o foco transita da recepção para a transmissão do conhecimento. O discente deve atuar como um “professor–vivo”, demonstrando maturidade para ensinar o que aprendeu.
Atividade: — Uma exposição ininterrupta de 180 minutos (3h) sobre um tema designado.
Estrutura da Aula: — Deve conter exórdio (definição do problema), comentário estrutural (análise lógica), exemplificação prática (aplicação teológica/viva) e epílogo (síntese final).
Objetivo: — Verificar a proficiência em arquitetar o saber de forma clara, preservando a integridade do pensamento original com exatidão terminológica e piedade.
Da Terceira Etapa — Exame Pessoal
A etapa final de avaliação de um bloco consiste em uma síntese dialética e memorialística da própria trajetória do discente. É o momento de demonstrar que o conhecimento deixou de ser apenas informação externa para se tornar substância vital.
Atividade: — Exposição oral de 60 minutos (1h) sobre sua biografia intelectual.
Eixos de Meditação: — O discente articula seu substrato metafísico e espiritual, a influência dos “professores–mortos” (Grandes Livros) em sua formação e como sua faculdade de julgar foi moldada pela disciplina.
Maturidade: — Busca–se evidenciar a docilidade intelectual — a virtude de quem soube aprender com os mestres e agora comunica sua própria “quinta–essência” (núcleo mais puro, essencial e profundo da vida espiritual) de forma ordenada e livre.
METODOLOGIA FORMATIVA
Primazia da Leitura Diligente como Fundamento da Formação Intelectual
Não reconhecemos outro caminho para a formação intelectual senão a Leitura Diligente, ordenada e perseverante. Por isso, rejeitamos integralmente o modelo de aulas gravadas e todo expediente que favoreça a passividade do espírito. Em seu lugar, oferecemos um vasto acervo de textos densos e criteriosamente selecionados, por meio dos quais o discente é compelido ao labor contínuo da mente. A sabedoria não se transmite por comodidade nem por rapidez. O Livro de nossa fé constitui prova cabal da “demora” da Providência divina ao comunicar a verdade aos homens: — “a composição do Texto Sagrado estendeu–se, em média, por dezesseis séculos”. Assim Deus ensina — progressivamente, ao longo dos anos — e assim o homem aprende: — “por esforço, constância e, não raramente, sofrimento, sob a luz das Escrituras, que nos foram dadas como um Livro complexo, exigente de leitura, atenção e compreensão da linguagem escrita”.
Por ela, o homem é formado na profundidade, aprende a pensar com rigor pacientemente, e a submeter gradualmente seu entendimento à verdade divina.
Aula Viva como Direção Espiritual e Auxílio ao Entendimento
As aulas ao vivo (síncronas) não substituem o labor prolongado da “Leitura”, nem atenuam a exigência do estudo diligente; antes, existem como direção espiritual e auxílio ordenado ao entendimento. Nelas, o mestre atua como guia que leciona e catequiza o texto, corrige desvios, estabelece distinções e aplica o conteúdo à vida concreta do discente. Mais do que instrução intelectual, tais aulas possuem caráter pastoral, exortativo e formativo, visando não apenas o entendimento, mas a conformação da vida à verdade.
Por elas, o intelecto é dirigido, a alma é exortada e o discente é conduzido a uma vida madura, piedosa e livre de todo diletantismo.
Método Avaliativo Escolástico — Exame Teórico, Prático e Pessoal
Repudiamos os métodos avaliativos convencionais, mecânicos e superficiais — tais como provas objetivas e testes de múltipla escolha — por serem incapazes não apenas de aferir, mas sobretudo de formar o verdadeiro intelecto.
Em seu lugar, adotamos o método clássico da “Lectio, Quaestio et Disputatio” (Leitura, Questão e Disputa), pelo qual o discente é conduzido, de modo orgânico e progressivo, da apreensão fiel do texto à formulação rigorosa de questões e, por fim, ao exercício público da argumentação. Na Disputatio, o discente é provado, arguido e refinado, sendo compelido a sustentar a verdade com concatenação lógica, exatidão conceitual e fidelidade às Escrituras Canônicas. Neste processo, o saber não permanece inerte, mas é purificado no confronto ordenado, e o intelecto é elevado à maturidade pela disciplina da verdade.
A este eixo teórico soma–se, de modo necessário, o exame prático e pessoal. O discente é requerido a demonstrar sua capacidade de ensinar (expositio), não como mero repetidor de conteúdos, mas como quem torna inteligível a substância do tema, comunicando–o com entendimento, ordem e profundidade. Deve evidenciar domínio terminológico, fidelidade ao texto e habilidade de arquitetar a exposição, dispondo as partes de modo coeso e progressivo (demonstratio), de tal sorte que o encadeamento dos argumentos se manifeste com evidência e rigor. Requer–se, ainda, que saiba aplicar o conteúdo à vida concreta (applicatio), unindo a verdade teórica à experiência cristã, com sobriedade e pertinência, evitando tanto a superficialidade quanto a verborragia.
Ademais, submete–se a um exame pessoal — um necrológico pessoal — no qual apresenta, de forma retrospectiva e analítica, a síntese de sua formação intelectual e espiritual, evidenciando a assimilação real do conhecimento, a integração entre fé, razão e prática, e a maturidade de juízo adquirida ao longo do processo formativo. Assim, a avaliação não se restringe ao conhecimento abstrato, mas abrange o homem inteiro, unindo intelecto, piedade e vida diante de Deus.
A VERDADE DISPENSA MULTIDÕES DE VOZES
Há uma ideia moderna persistente segundo a qual um seminário, para ser eficaz em sua formação, precisa necessariamente abarrotar suas salas com vozes diversas, especialistas de todas as áreas, múltiplos debatedores e uma extensão interminável de perspectivas do saber — muitas delas divergentes e excludentes. Contudo, essa exuberância de fontes não constitui garantia de sabedoria nem tampouco de informação; pelo contrário, frequentemente gera confusão e enfraquece o sentido e a verdade.
A qualidade não reside no volume, mas na fidelidade e na integridade da instrução que se transmite. Um seminário com poucas vozes, ou até mesmo uma como o nosso, pode garantir robustez teológica e profundidade formativa quando essa voz é coerente doutrinariamente, possui piedade genuína, disciplina intelectual e compromisso confessional.
A História da Igreja mostra escolas formativas de profunda influência que nasceram do ministério de um único professor ou de um núcleo pequeno de mestres que ensinavam com compreensibilidade doutrinária, com método e com vida, e cujos discípulos se espalharam pelo mundo.
Quando o pensamento é bem organizado e a palavra de Deus bem articulada, um único instrumento — fiel, zeloso e bem preparado — pode gerar transformações teológicas maiores do que um corpo extenso de professores dispersos e incoerentes.
Somos instruídos em muitos saberes por um só Mestre — Jesus Cristo; guiados por um só Pai; consolados por um só Espírito; e servimos a um só Deus. Fomos gerados por uma só mãe e um só pai; aprendemos o amor com uma só mulher da qual nos tornamos uma só carne. O Fruto do Espírito que nos prepara para viver diante de Deus, do próximo e de nossa própria consciência é uno e indivisível — inclusive, o conceito do Uno é fortemente expresso nas Escrituras. O problema nunca esteve no “um”, mas na ausência de verdade. Sabemos que homens em conjunto podem ser instrumentos eficazes na formação de um indivíduo, mas o oposto também é verdade: — muitos seminários, em grande parte pelas pessoas de suas lideranças e corpos docentes, subordinaram a verdade às próprias ambições e desprezaram a genuína vocação e formação, preferindo o lucro.
O essencial não é multiplicar vozes, mas assegurar que aquelas que falam representem a Escritura Sagrada, articulem a tradição dos crentes e tragam à tona a aplicação prática da fé na vida — a Lógica Viva.
Quando isso ocorre, o seminário não carece de quantidade para ser eficaz; basta a autoridade do conteúdo, que é a Verdade, e a sinceridade do diretor espiritual que o profere.
“Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós” (Efésios 4:4 – 6).
Plínio Sousa — Docente e Diretor Espiritual
Bacharel em Teologia pela Faculdade Teológica de Ciências Humanas e Sociais Logos (FAETEL), com diploma registrado pela Universidade de São Paulo (USP), Bacharel e Mestre em Teologia pela Faculdade e Seminário Teológico Nacional e Licenciado em Pedagogia pela Faculdade IMES. Pós–graduado em Teologia pela Faculdade Dominius (FAD), Pós–graduado em Docência do Ensino Superior pela Faculdade Alvorada Paulista (FALP), Pós–graduado em Gestão de Organizações Educacionais pela Faculdade IMES e Pós–graduado em Ciências da Religião pela Faculdade IMES. Atualmente é Pós–graduando em Filosofia pela Faculdade Prisma, Pós–graduando em Teologia Sistemática pelo Seminário Presbiteriano do Norte (SPN), Pós–graduando em Direito Constitucional pela Faculdade IMES e Pós–graduando em Didática e Metodologia para o Ensino de Língua Portuguesa pela Faculdade IMES. É também Doutorando em Teologia pelo Seminário Teológico Evangélico Bíblico (SETEB) e participante do Doctoral Program of Theology do Northwestern Reformed Theological Seminary (NRTS).
PERGUNTAS FREQUENTES
O IRSE é uma instituição confessional?
Sim. Subscrevemos os Padrões de Westminster (Westminster Standards). São eles: — Confissão de Fé; Breve Catecismo; Catecismo Maior; Diretório para o Culto Público; Diretório para o Culto Familiar; Forma de Governo da Igreja; Liga e Aliança Solenes e a Suma do Conhecimento Salvífico.
O IRSE é credenciado pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC)?
Muitas pessoas procuram o Instituto Reformado Santo Evangelho e perguntam sobre o reconhecimento (credenciamento) dos cursos de formação e especializações do IRSE junto ao Ministério da Educação e Cultura (MEC). Publicaremos a posição da instituição sobre o credenciamento e o MEC.
A Teologia, um estudo realizado pela razão sobre os preceitos da fé cristã, está subordinada à sua única origem autoritativa — o único Deus, eternamente subsistente em três Pessoas distintas, co–iguais, co–eternas e consubstanciais, Pai, Filho e Espírito Santo, que têm a mesma essência, os mesmos atributos, o mesmo poder. Sendo Deus a origem de toda autoridade da Teologia, que manifesta sua vontade unicamente por meio de sua santa Palavra, cremos que somente a Escritura — a Palavra inspirada, revelada e preservada divinamente — pode legitimar cursos de aprendizado teológico, não instituições descomprometidas com os verdadeiros valores teológicos, piedosos e devotos da fé bíblica, e com os verdadeiros valores humanos e educacionais, como o MEC. O que qualifica ou valida cursos de Teologia é o soberano Deus, Criador dos céus e da terra, falando e aprovando, por meio das Escrituras Sagradas, sua Palavra, tal aprendizado; zelamos pela fidelidade à Escritura. Cremos que o objetivo último do Instituto Reformado Santo Evangelho (IRSE) não é a mera emissão de certificados e diplomas, que não produzem conhecimento verdadeiro, ainda que o faça e reconheça a sua necessidade como documento comprobatório, mas sim a busca da Verdade personificada na Pessoa de Jesus Cristo (a Palavra encarnada) pelo poder de Deus, sendo a proclamação e ensino do Evangelho o meio. Por essa razão, não nos submetemos a quaisquer instituições, e, por isso, não reconhecemos o MEC. As intromissões do MEC nos cursos de Teologia são inaceitáveis à luz das Escrituras Sagradas. O Ministério da Educação abriu as portas do inferno para os seminários teológicos, seduzindo–os pelas honrarias acadêmicas e aplausos humanos, ainda que falsos, em detrimento do aprendizado iluminado de Deus pela fé e da vida parca de testemunho que todos os santos tiveram durante toda a História da Igreja, sem honrarias humanas e padecendo muitas necessidades, sendo Jesus Cristo, os Profetas e os Apóstolos, os nossos maiores e únicos exemplos a serem seguidos. Atualmente, muitos seminários (e faculdades) estão unificados e são partidários ao Liberalismo teológico, negando as doutrinas centrais do Cristianismo e, consequentemente, a fé que nasce do ventre das Escrituras, ficando assim “não reconhecidos” por Deus. Em termos da autonomia acadêmica que a Constituição assegura, não pode o Estado impedir ou cercear a criação destes cursos divinos.
Quais são os documentos necessários para se inscrever no Bacharelado em Teologia?
[1] – Documento de Identidade (RG) ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
[2] – CPF ou Social Security Number (SSN).
[3] – Foto com fundo, de preferência branco ou neutro, para a plataforma.
[4] – Selfie segurando o documento próximo ao rosto.
O documento deve aparecer por completo (contendo foto, nome, data de nascimento e CPF), de forma nítida e legível. Se necessário tire duas fotos, uma com a frente e outra com o verso do documento.
[5] – Comprovante de endereço.
[6] – Documentação acadêmica necessária:
Para o Bacharelado em Teologia (BET): — Certificado de conclusão e/ou histórico do ensino médio.
[7] – Certidão de nascimento ou casamento.
Quais são os requisitos obrigatórios para se inscrever no curso de Bacharelado em Teologia?
Para ingressar no curso de Bacharelado em Teologia (BET) do IRSE, é necessário atender aos seguintes requisitos:
[1] – Ter concluído o ensino médio.
[2] – Estar devidamente matriculado no programa.
[3] – Ter domínio funcional do uso da internet e das plataformas de ensino utilizadas pelo IRSE.
[4] – Participar obrigatoriamente das aulas síncronas, em tempo real, com presença registrada, salvo justificativa previamente aceita pela coordenação acadêmica.
[5] – Concluir com diligência os módulos, leituras, avaliações e demais atividades dentro dos prazos estabelecidos pelo calendário acadêmico.
Quais as disciplinas e carga horária do Bacharelado em Teologia?
[1] – Prolegômenos – 80 horas/aula.
[2] – Doutrina da Bíblia (Bibliologia) – 80 horas/aula.
[3] – Pentateuco – 80 horas/aula.
[4] – Livros Históricos – 80 horas/aula.
[5] – Livros Poéticos – 80 horas/aula.
[6] – Profetas Maiores – 80 horas/aula.
[7] – Profetas Menores – 80 horas/aula.
[8] – Evangelhos – 80 horas/aula.
[9] – Atos dos Apóstolos – 80 horas/aula.
[10] – Epístolas Paulinas – 80 horas/aula.
[11] – Epístolas Gerais – 80 horas/aula.
[12] – Apocalipse – 80 horas/aula.
[13] – Doutrina de Deus (Teontologia) – 80 horas/aula.
[14] – Doutrina de Cristo (Cristologia) – 80 horas/aula.
[15] – Doutrina do Ser Humano (Antropologia) – 80 horas/aula.
[16] – Doutrina do Espírito Santo (Pneumatologia) – 80 horas/aula.
[17] – Doutrina do Pecado (Hamartiologia) – 80 horas/aula.
[18] – Doutrina da Salvação (Soteriologia) – 80 horas/aula.
[19] – Doutrina da Igreja (Eclesiologia) – 80 horas/aula.
[20] – Doutrina dos Anjos (Angelologia e Demonologia) – 80 horas/aula.
[21] – Doutrina das Últimas Coisas (Escatologia) – 80 horas/aula.
[22] – Aconselhamento Bíblico (Poimênica I) – 60 horas/aula.
[23] – Teologia Pastoral (Poimênica II) – 80 horas/aula.
[24] – Exegese Bíblica – 80 horas/aula.
[25] – Hermenêutica Bíblica – 80 horas/aula.
[26] – Homilética – 80 horas/aula.
[27] – Símbolos de Fé de Westminster – 60 horas/aula.
[28] – Credos e Confissões – 60 horas/aula.
[29] – Dogmática Reformada – 80 horas/aula.
[30] – Teologia do Culto – 60 horas/aula.
[31] – Teologia de Missões – 80 horas/aula.
[32] – Geografia e Arqueologia Bíblica – 80 horas/aula.
[33] – História da Igreja I – 80 horas/aula.
[34] – História da Igreja II – 80 horas/aula.
[35] – Filosofia Cristã – 60 horas/aula.
[36] – Teologia dos Santos Fiéis – 60 horas/aula.
[37] – Religiões e Seitas – 80 horas/aula.
[38] – Apologética – 80 horas/aula.
[39] – Ética Cristã – 80 horas/aula.
[40] – Educação Clássica – 60 horas/aula.
[41] – Português – 60 horas/aula.
[42] – Hebraico – 80 horas/aula.
[43] – Grego – 80 horas/aula.
[44] – Teologia Sistemática I – 60 horas/aula.
[45] – Teologia Sistemática II – 60 horas/aula.
Carga horária total: 3.400 horas/aula (4 anos).
É possível ingressar nos cursos do IRSE a qualquer momento?
Sim, é possível ingressar imediatamente nos cursos do IRSE. O acesso é concedido automaticamente após a aprovação da matrícula e o pagamento da taxa correspondente. Dentro de, no máximo, 72 horas, a plataforma estará liberada para que você possa iniciar seus estudos.
Quais são as formas de pagamento oferecidas pelo IRSE?
Transferência PIX — Prático e imediato, o PIX garante confirmação instantânea da sua matrícula ou mensalidade.
Cartão de Crédito — Possibilidade de parcelamento conforme as condições da administradora, permitindo maior flexibilidade no planejamento financeiro.
Cartão de Débito — Pagamento direto e seguro, debitado de sua conta à vista.
Boleto Bancário — Opção tradicional, ideal para aqueles que preferem organizar seus pagamentos por meio do sistema bancário, com prazo de vencimento definido.
Posso assistir às aulas síncronas em outro momento, se eu perder alguma?
As aulas síncronas não são gravadas, mas você pode acessar as transcrições ou os materiais utilizados em todos os encontros ao vivo (disponíveis em PDF no AVA) sempre que precisar, enquanto seu acesso ao curso estiver válido.
É obrigatório assistir às aulas síncronas para conclusão do curso?
Sim. A participação nas aulas síncronas é obrigatória e constitui requisito indispensável para a aprovação e conclusão do Bacharelado em Teologia do Instituto Reformado Santo Evangelho (IRSE).
Posso concluir o Bacharelado em Teologia do IRSE antes do prazo de 4 anos?
Não. É imprescindível que o aluno siga o cronograma estabelecido pelo Instituto Reformado Santo Evangelho (IRSE) e complete o curso integralmente dentro do prazo de 4 anos.
É permitido baixar os PDFs?
Os PDFs podem ser baixados, mas não devem ser distribuídos na internet ou em qualquer outro ambiente. Os materiais disponibilizados são exclusivos para uso do aluno matriculado no IRSE e estão protegidos por direitos autorais.
Posso interagir diretamente com o professor durante as aulas síncronas?
Sim, acreditamos que a participação do aluno durante a aula é crucial. Optamos pela metodologia de ensino individual livre. Alguns princípios relacionados aos estudos livres estão diretamente ligados ao processo de ensino e aprendizagem autônomos, como uma estratégia centrada no aluno. Esses princípios incluem:
[1] – Aprender a agir;
[2] – Exercitar formas de agir;
[3] – Optar por tipos de atividades de possibilidades de ação;
[4] – Fortalecer a disposição de agir;
[5] – Desenvolver possibilidades de elaboração e estruturação do conhecimento, com pouca interferência do professor;
[6] – Desenvolver confiança em sua capacidade de aprendizagem;
[7] – Exercitar a predisposição ao trabalho de estudar/aprender.No entanto, o estudo livre não deve ser visto como uma atividade sem direção ou orientação.
E a taxa de matrícula, é cobrada pelo IRSE?
Sim, a taxa de matrícula é de R$ 100,00 (cem reais).
Qual é o valor da mensalidade do Bacharelado em Teologia?
R$ 94,50 (noventa e quatro reais e cinquenta centavos).
