AVISO DE USO LIVRE COM PROTEÇÃO AUTORAL

Você tem permissão para o uso livre deste material, sendo inclusive incentivada a sua distribuição, desde que sem qualquer alteração de conteúdo, seja no todo ou em parte, e em qualquer formato. A reprodução em blogs, sites ou outros meios de divulgação é permitida, solicitando–se apenas a citação expressa do Instituto Reformado Santo Evangelho (IRSE) como fonte, bem como a indicação do endereço eletrônico www.santoevangelho.com.br. Este material destina–se à livre divulgação de Cristo e do Evangelho, por quaisquer meios lícitos de compartilhamento, vedada expressamente a sua comercialização. É proibida a venda, direta ou indireta, deste conteúdo.

Leitores alcançados

ASSINE NOSSO INFORMATIVO

Digite seu endereço de e–mail para assinar este informativo e receber notificações de novas publicações (Artigos e Devocionais) por e–mail.

223.182 cliques

ARTIGOS

DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

1 – O ministério ordinário é aquele que recebe toda a sua direção da vontade de Deus revelada nas Escrituras Sagradas, e dos meios que Deus instituiu na Igreja para sua edificação perpétua. 2 – Por isso são chamados ordinários, porque podem e são usualmente chamados ao ministério por ordem estabelecida por Deus. 3 – E, porque, em sua administração, têm por regra fixa a vontade de Deus anteriormente revelada por ministros extraordinários, não devem propor nem fazer coisa alguma na Igreja que não lhes tenha sido prescrita nas Escrituras. 4 – Portanto, também dependem dos ministros extraordinários e são, por assim dizer, seus sucessores. Pois, embora quanto ao modo e grau os ministros...

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

A OBRIGAÇÃO MORAL DO DÍZIMO

A OBRIGAÇÃO MORAL pode ser criada somente por alguma intimação da vontade de Deus. Somente Deus pode ligar a consciência. A vontade de Deus pode ser-nos manifesta apenas de um de dois modos: — seja pela “luz da natureza”, seja pela “revelação”. A luz da natureza torna-se manifesta ou por meio da constituição e consciência do homem individual, ou por meio daquelas da raça humana expressas no “consensus populorum[2]”. Aquilo que foi crido sempre, em todo lugar e por todos, é muito propenso a ser verdadeiro; e aquilo que foi sentido como obrigatório à consciência, com a mesma universalidade de tempos, lugares e pessoas, pode-se concluir ser de obrigação moral. A voz do povo, neste sentido,...

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

O USO DA VERDADE EM AUTORES DIVERSOS E O DEVER DE COMBATER O ERRO NA PRÓPRIA COMUNHÃO

Entre muitos cristãos surge, por vezes, uma aparente tensão intelectual: — como pode alguém ler e até recomendar certos autores de tradições teológicas diferentes — por exemplo, escritores católicos ou filósofos não protestantes — e, ao mesmo tempo, combater com veemência mestres que se encontram dentro do próprio campo protestante? À primeira vista, tal atitude pode parecer incoerente. Contudo, quando se introduzem algumas distinções clássicas da Teologia e da Filosofia, o problema desaparece. A questão não é de incoerência, mas de ordem e de prioridade. O primeiro princípio a ser estabelecido é que a verdade pertence a Deus e pode ser encontrada mesmo entre aqueles que erram em muitos...

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

É LÍCITO JEJUAR NO DIA DO SENHOR?

“Mas aos dez dias desse sétimo mês será o dia da expiação; tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; e oferecereis oferta queimada ao Senhor. E naquele mesmo dia nenhum trabalho fareis, porque é o dia da expiação, para fazer expiação por vós perante o Senhor vosso Deus. Porque toda a alma, que naquele mesmo dia se não afligir, será extirpada do seu povo. Também toda a alma, que naquele mesmo dia fizer algum trabalho, eu destruirei aquela alma do meio do seu povo. Nenhum trabalho fareis; estatuto perpétuo é pelas vossas gerações em todas as vossas habitações. Sábado de descanso vos será; então afligireis as vossas almas; aos nove do mês à tarde, de uma tarde a outra tarde,...

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

A UNIDADE TRINITÁRIA E A VALIDADE DO BATISMO

Forma, essência e legitimidade na Tradição Reformada. Pode ser considerado válido o batismo quando, embora administrado por hereges ou em seitas, é ministrado com água e segundo a fórmula trinitária instituída por Cristo? Sim, o batismo pode ser considerado válido quando, ainda que administrado por hereges ou em comunidades heterodoxas, são preservados os seus essenciais, tanto quanto à forma quanto à matéria, a saber: — a Palavra da instituição, o elemento externo — a água — e a fórmula prescrita por Jesus Cristo, a qual deve ser ministrada no Nome da Santíssima Trindade (“batizando-os em Nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” — Mateus 28:19). A unidade de Deus à luz do batismo...

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

A CRISE DO EVANGELHO NA OPC E NA PCA — A HERESIA DA “VISÃO FEDERAL”

A crise do Evangelho na Igreja Presbiteriana Ortodoxa (OPC) e na Igreja Presbiteriana da América (PCA). No âmbito presbiteriano e reformado conservador, uma controvérsia tem se intensificado desde o ano de 2002. Na Igreja Presbiteriana Ortodoxa (OPC) e na Igreja Presbiteriana na América (PCA), tal controvérsia tem sido particularmente dolorosa, pois os ensinos da “Visão Federal” foram adotados por diversos pastores e presbíteros que, por meio de sua doutrina e de seu exemplo, desviaram congregações inteiras das doutrinas das Escrituras e dos Padrões de Westminster em questões cruciais do Evangelho[2]. Na Igreja Presbiteriana Ortodoxa (OPC), a questão dos ensinos da “Visão Federal” está...

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

JONATHAN EDWARDS E FRANÇOIS TURRETTINI SOBRE NECESSIDADE, CONTINGÊNCIA E LIBERDADE DA VONTADE

Em resposta a Paul Helm[2]. Na sua época, e ao longo do século XIX, as opiniões de Edwards foram tanto criticadas quanto elogiadas por se desviarem das concepções reformadas sobre a livre escolha. Suas ideias foram defendidas como plenamente compatíveis com a doutrina reformada, incluindo as formulações presentes nos Padrões de Westminster, embora fossem consideradas um pouco mais deterministas do que a tradição anterior. Foram também aplaudidas por terem finalmente inserido o pensamento reformado sobre o tema em um arcabouço determinista filosoficamente robusto. Esses debates ocorreram tanto no contexto norte–americano de Edwards quanto na Grã–Bretanha, envolvendo pensadores como Joseph...

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

O DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO?

Pergunta: — O que é o dízimo no Novo Testamento? Quanto? Devemos dar segundo a Lei ou segundo o amor? Resposta: — Esta nota é apenas uma breve descrição do que a Bíblia ensina acerca de “dízimo” versus “dar”. Sou grato e recomendo vivamente a obra do Dr. Russell Earl Kelly, Should the Church Teach Tithing? A Theologian’s Conclusions about a Taboo Doctrine, Writers Club Press (11 de janeiro de 2000), para um estudo mais completo deste importantíssimo tema bíblico. Muitos dos pensamentos abaixo advêm do meu diálogo com o Dr. Kelly. Uma distinção importante precisa ser feita a respeito da “oferta” dos cristãos hoje. Como veremos brevemente abaixo, o dízimo foi ordenado a Israel quando...

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

O DÍZIMO NO ANTIGO TESTAMENTO?

Pergunta: — Tenho lido bastante sobre o dízimo. Penso que significa a décima parte da renda de alguém. Podeis dar-me uma breve — bem breve — história bíblica do dízimo no Antigo Testamento? Desejo especificamente saber se havia um dízimo ou três. Resposta: — Havia três dízimos sob a Antiga Aliança: — [1] – o dos levitas, [2] – o das festas e [3] – o dos pobres. Estes eram ordenados pela Lei. Uma breve história nos ajudará a compreender sua importância. O dízimo de Abraão a Melquisedeque é frequentemente apontado como o primeiro dízimo (cf. Hebreus 7:4 – 10). Nesse caso, o dízimo consistia em um décimo dos despojos de guerra, oferecido como tributo a Deus porque Ele concedera a Abraão...

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

AS ESCOLAS PÚBLICAS SÃO SATÂNICAS?

“Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha” (Mateus 12:30 – ACF). Nos Estados Unidos, a grande maioria dos evangélicos envia seus filhos para escolas públicas. Estas são escolas financiadas por impostos (principalmente impostos sobre a propriedade) e, segundo o Estado, essas escolas devem ser neutras em relação à religião. Portanto, elas devem ser puramente seculares em seu ensino com respeito a todos os vários tópicos. O raciocínio por trás dessa prática é que a América é uma sociedade pluralista com muitas crenças religiosas diversas. Consequentemente, a única maneira de ser justo e “neutro” (nos é dito) é deixar a religião totalmente fora das escolas públicas. Os...

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

COBERTURA DE CABEÇA NO CULTO PÚBLICO

Introdução. Um tema controverso, evitado por muitos pastores e concílios em nossos dias, é o uso de véus (ou coberturas de cabeça) no culto público. Há diversas razões pelas quais tal assunto é negligenciado. [1] – Muitos o consideram um “jogo perdido”, sobretudo por parte de presbitérios que desejam evitar ofender pessoas de opiniões divergentes. [2] – A passagem que trata do uso de véus é de difícil interpretação e, por isso, tem sido empregada para sustentar pontos de vista completamente distintos. [3] – O uso de coberturas na adoração pública é, na atualidade, tanto raro quanto impopular. De fato, não poucas mulheres — e até alguns homens — sentem-se profundamente ofendidos com a...

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

UMA PRAGA DOUTRINÁRIA DO SÉCULO XXI — O ARMINIANISMO

O panorama do pensamento religioso moderno, em particular a Igreja do século XXI, enfrenta um dilema desafiador. Que poderia ser esta aberração doutrinária e de onde ela se origina? O Apóstolo Paulo ordena em Tito 3:10, 11: — “Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o, sabendo que esse tal está pervertido, e peca, estando já em si mesmo condenado”. Como disse John Owen: — “Uma Igreja não pode envolver em sua comunhão Agostinho e Pelágio, Calvino e Armínio[2]”. O sistema doutrinário conhecido como Arminianismo enquadra-se neste aviso paulino. Ele procede das crenças do Pelagianismo e do Semi–Pelagianismo, os quais vêm influenciando sutilmente a doutrina da Igreja há mais...

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

O CATIVEIRO PELAGIANO DA IGREJA

1 – A história da heresia. “O erro se espalha de uma pessoa para outra. É como a peste, que infecta tudo ao seu redor. Satanás, ao infectar uma pessoa com o erro, infecta a muitos outros! O erro de Pelágio se espalhou rapidamente para a Palestina, África e Itália (Thomas Watson)[2]”. Junto com Pelágio, os evangélicos[3] hoje acreditam que a salvação é pelo caráter[4]. Eles creem que os homens, pela fé, antes que Deus efetue uma mudança em sua natureza, devem exercer sua vontade em direção ao que é bom e crer nas promessas de Deus sem coerção, porque são capazes de fazê-lo. Isso é o que Pelágio acreditava: — um notório herege (heresiarca) do século V, condenado pelos concílios, sínodos,...

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

FOGO ESTRANHO E O CULTO EVANGÉLICO

1 – Introdução. Nos dias atuais, quando cristãos professos consideram inovações, acomodações culturais e a modernização do culto público a Deus como boas e necessárias para fins de entretenimento, relevância e crescimento da Igreja, um trecho das Escrituras que precisa ser considerado é Levítico 10:1 – 6 (ACF): — “E os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tomaram cada um o seu incensário e puseram neles fogo, e colocaram incenso sobre ele, e ofereceram fogo estranho perante o Senhor, o que não lhes ordenara. Então saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu; e morreram perante o Senhor. E disse Moisés a Arão: — Isto é o que o Senhor falou, dizendo: — ‘Serei santificado naqueles que se chegarem a...

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

REVISÃO DO LIVRETO DE IAIN H. MURRAY — O SALTÉRIO – O ÚNICO HINÁRIO?

Introdução. Em 2001, a “Banner of Truth Trust” publicou um pequeno livreto de Iain H. Murray intitulado “O Saltério Deve Ser o Único Hinário da Igreja?”. Neste livreto, Murray busca responder à questão de “se os cristãos e as Igrejas têm liberdade para decidir sobre o material que usam para esse propósito [louvor congregacional], ou se há um princípio que os obriga a usar apenas um livro, a saber, o Livro dos Salmos (isto é, o Saltério em forma métrica)[2]”. Neste livreto, Murray tenta provar que a posição de Salmodia Exclusiva é antibíblica e que o uso de hinos não–inspirados é permitido e até superior aos Salmos[3]. Antes de analisarmos os argumentos específicos de Murray, alguns...

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

DEZ COISAS QUE APRENDI COM O ESCOLASTICISMO REFORMADO — PARTE 2

Na primeira parte, comecei a argumentar que o escolasticismo reformado não deve ser descartado de imediato. Nos últimos anos, tem havido uma renovada apreciação por esse método e pela teologia que ele produziu. Da última vez, mencionei cinco aspectos pelos quais eu pessoalmente valorizo o escolasticismo reformado: 1 – A melhor Teologia começa com uma exegese sólida. 2 – A importância da História. 3 – A importância do sistema. 4 – A arte de formular boas perguntas. 5 – Uso de definições precisas. Hoje, concluirei com os últimos cinco aspectos: 6 – Fazendo distinções. Distinguir entre diferentes doutrinas e seus elementos é um marcador–chave da Teologia fiel. As Escrituras nos ensinam a...

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

DEZ COISAS QUE APRENDI COM O ESCOLASTICISMO REFORMADO — PARTE 1

Embora com menos frequência do que antes, ainda vejo, ocasionalmente, a palavra “escolástico” sendo usada pejorativamente – em outras palavras, como um termo depreciativo. Quando alguém é rotulado como “escolástico”, há uma presunção de que ele esteja entre os “vilões” da história da Teologia. Isso é semelhante ao uso da palavra “puritano” para algumas pessoas, que a consideram um insulto. Se alguém é chamado de “puritano” ou “puritânico” [rigorista], é visto, no mínimo, com desconfiança. O mesmo ocorre com “escolástico” – uma palavra carregada de conotações negativas que imediatamente lança uma sombra sobre a pessoa assim qualificada. Em determinado período, essas ideias eram amplamente...

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

O DESTINO ETERNO DE BEBÊS E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL SEVERA

A compreensão da graça divina para bebês que morrem precocemente e indivíduos que nascem com deficiência intelectual severa. “E, ainda que a consciência nos condene, Deus é maior que nossa consciência e sabe todas as coisas” (1 João 3:20). O Apóstolo João afirma: — “Deus é maior do que a nossa consciência”. A palavra de Deus, que nos absolve, deve prevalecer sobre a palavra de nossa consciência, que nos condena. No entanto, bebês que morrem precocemente e pessoas com deficiência intelectual severa não têm uma consciência que os condena. Como, então, pode Deus ser maior sobre suas consciências, se eles não possuem uma consciência que os condena? A resposta é que Deus salva soberanamente,...

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

SOBRE AS TRADIÇÕES — PARTE 2

1 – A tradição, que em grego se chama “παράδοσις” (paradosis) e em hebraico “לֶקַח” (leqach), possui um significado geral, que inclui tudo o que chegou até nós, seja por escrito ou não. No entanto, é comumente entendido como se referindo principalmente a ensinamentos não escritos, ou transmitidos oralmente, como se fossem transmitidos (tradita) de uma pessoa para outra. 2 – Assim, a tradição é definida como a palavra de Deus que não foi escrita pelo Autor, isto é, nem pelo próprio Deus, nem por um homem a partir do qual ela tenha sido transmitida pela primeira vez à Igreja. 3 – Tradição, embora vulgarmente dividida de várias maneiras, é geralmente classificada em duas categorias: — os...

ler mais

DEVOCIONAIS

DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

QUE A VERDADE FALA DENTRO DE NÓS, SEM ESTRÉPITO DE PALAVRAS

Livro III — Capítulo 2. Falai, Senhor, que o vosso servo escuta: — “Vosso servo sou eu, dai-me inteligência para que conheça os vossos ensinamentos. Inclinai meu coração às palavras de vossa boca; nele penetre, qual orvalho, vosso discurso” (1 Reis 3:10; Salmos 118, 36, 125; Deuteronômio 32:2). Diziam, outrora, os filhos de Israel a Moisés: — “Fala tu conosco, e ouviremos: — e não fale Deus conosco, para que não morramos” (Êxodo 20:19). Não assim, Senhor, não assim, vos rogo eu; antes, como o profeta Samuel, humilde e ansioso, vos suplico: — “Falai, Senhor, que o vosso servo escuta. Não fale Moisés, nem algum dos profetas, mas falai-me de vós, Senhor, Deus, que inspirastes e iluminastes...

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

DA COMUNICAÇÃO ÍNTIMA DE CRISTO COM A ALMA FIEL

Livro III — Capítulo 1. Ouvirei o que em mim disser o Senhor meu Deus (Salmos 85:8[2]). “Bem–aventurada a alma que ouve em si a voz do Senhor e recebe de seus lábios palavras de consolação!”. Benditos os ouvidos que percebem o sopro do divino sussurro e nenhuma atenção prestam às sugestões do mundo! Bem–aventurados, sim, os ouvidos que não atendem às vozes que atroam (bradam) lá fora, mas à Verdade que os ensina lá dentro! Bem–aventurados os olhos que estão fechados para as coisas exteriores e abertos para as interiores! Bem–aventurados aqueles que penetram as coisas interiores e se empenham, com exercícios contínuos de piedade, em compreender, cada vez melhor, os celestes arcanos....

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

A NATUREZA E A EXCELÊNCIA DA DEVOÇÃO

Capítulo 2. Aqueles que desanimavam os israelitas do desígnio de conquistar a terra prometida, diziam-lhes que esta terra consumia os habitantes, isto é, que os ares eram tão insalubres que aí não se podia viver, e que os naturais da terra eram homens bárbaros e monstruosos a ponto de comer os seus semelhantes, como gafanhotos. Deste modo, Filotéia, “o mundo anda a difamar diariamente a santa devoção, espalhando por toda parte que ela torna os espíritos melancólicos e os caracteres insuportáveis e que, para persuadir-se, é bastante contemplar o semblante enfadonho, triste e pesaroso das pessoas devotas”. Mas, como Josué e Calebe que tinham ido explorar a terra prometida, asseguravam que...

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

A NATUREZA DA DEVOÇÃO

Capítulo 1. Aspiras à devoção, Filotéia[2], porque a fé te ensina ser esta uma virtude sumamente agradável à Majestade Divina. Mas, como os pequenos erros em que se cai ao iniciar uma empresa vão crescendo à medida que se progride e ao fim já se avultam de um modo quase irremediável, torna-se absolutamente necessário que, antes de tudo, procures saber o que seja a devoção. “Existe, pois, uma só devoção verdadeira e existem muitas que são vãs e falsas”. É mister que saibas discernir uma das outras, para que não te deixes enganar e não te dês a exercícios de uma devoção tola e supersticiosa. Um pintor por nome Aurélio, ao debuxar seus painéis, costumava desenhar neles aquelas mulheres a quem...

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

TODOS OS DIAS COM DEUS

Richard Rogers (1550 – 1618) era um pastor puritano que reparou que as pessoas tinham muitas perguntas sobre como viver a vida cristã. Fizeram perguntas muito detalhadas e específicas, mas nenhum dos livros devocionais disponíveis no seu tempo deu respostas correspondentemente detalhadas. Havia alguns livros católicos romanos que se resumiam a pormenores, mas as suas ideias católicas sobre a graça limitavam a sua utilidade real para um cristão evangélico. Assim, Rogers escreveu o seu próprio guia para a vida diária sob a graça, o influente (mas agora difícil de obter) “Seven Treatises” (Sete Tratados). O livro de Rogers, “Seven Treatises”, entra em grandes detalhes. Rogers é o puritano...

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

DA ESTRADA REAL DA SANTA CRUZ

Livro II — Capítulo 12. A muitos parece dura esta palavra: — “Renuncia a ti mesmo, toma a tua cruz e segue a Jesus Cristo” (Mateus 16:24). Muito mais duro, porém, será de ouvir aquela sentença final: — “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno” (Mateus 25:41). Pois os que agora ouvem e seguem, docilmente, a palavra da cruz não recearão então a sentença da eterna condenação. Este sinal da cruz estará no céu, quando o Senhor vier para julgar. Então todos os servos da cruz, que em vida se conformam com Cristo crucificado, com grande confiança chegar-se-ão a Cristo juiz. Por que temes, pois, tomar a cruz, pela qual se caminha ao reino do céu? “Na cruz está a salvação, na cruz a vida,...

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

QUÃO POUCOS SÃO OS QUE AMAM A CRUZ DE JESUS

Livro II — Capítulo 11. “Muitos encontram Jesus agora apreciadores de seu reino celestial; mas poucos que queiram levar a sua cruz”. Tem muitos sequiosos de consolação, mas poucos da tribulação; muitos companheiros à sua mesa, mas poucos de sua abstinência. “Todos querem gozar com Ele, poucos sofrer por Ele alguma coisa”. Muitos seguem a Jesus até ao partir do pão, poucos até beber o cálice da paixão. “Muitos veneram seus milagres, mas poucos abraçam a ignomínia da cruz”. Muitos amam a Jesus, enquanto não encontram adversidades. Muitos o louvam e bendizem, enquanto recebem dEle algumas consolações; se, porém, Jesus se oculta e por um pouco os deixa, caem logo em queixumes e desânimo...

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

DO AGRADECIMENTO PELA GRAÇA DE DEUS

Livro II — Capítulo 10. “Para que buscas repouso se nascestes para o trabalho?”. Dispõe-te mais à paciência que à consolação, mais para levar a cruz que para ter alegria. “Quem dentre os mundanos não aceitaria de bom gosto a consolação e a alegria espiritual, se a pudesse ter sempre ao seu dispor?”. As consolações espirituais excedem todas as delícias do mundo e todos os deleites da carne. Pois todas as delícias do mundo ou são vãs ou torpes, e só as do espírito são suaves e honestas, nascidas que são das virtudes e infundidas por Deus nas almas puras. Mas ninguém pode lograr estas divinas consolações à medida de seu desejo, porque não cessa por muito tempo a guerra da tentação. “Grande...

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

DA PRIVAÇÃO DE TODA CONSOLAÇÃO

Livro II — Capítulo 9. “Não é dificultoso desprezar as consolações humanas, quando gozamos das divinas”. Grande coisa, porém, e mui meritória, é poder estar sem consolação, tanto divina como humana, sofrendo de boa mente o desamparo do coração, “sem em nada buscar-se a si mesmo, nem atender ao seu próprio merecimento”. Que maravilha será estares alegre e devoto, quando te assiste a graça! De todos é almejada esta hora. E mui suave andar, levado pela graça de Deus. “E que maravilha não sentir a carga aquele que é sustentado pelo Onipotente e acompanhado do guia supremo!”. “Gostamos de ter qualquer consolação, e é penoso ao homem despojar-se de si mesmo”. O glorioso mártir São Lourenço...

ler mais
DOS MINISTROS ORDINÁRIOS E DE SEU OFÍCIO NA PREGAÇÃO

DA FAMILIAR AMIZADE COM JESUS

Livro II — Capítulo 8. “Quando Jesus está presente, tudo é suave e nada parece dificultoso; mas, quando Jesus está ausente, tudo se torna penoso”. Quando Jesus não fala ao coração, nenhuma consolação tem valor; mas se Jesus fala uma só palavra, sentimos grande alívio. Porventura não se levantou logo Maria Madalena do lugar onde chorava, quando Marta lhe disse: — O Mestre está aí e te chama? (João 11:28). Hora bendita, quando Jesus te chama das lágrimas para o gozo do espírito! Que seco e árido és sem Jesus! Que néscio e vão, se desejas outra coisa, fora de Jesus! Não será isto maior dano do que se perdesse o mundo inteiro? Que te pode dar o mundo sem Jesus? “Estar sem Jesus é terrível...

ler mais